Amazonas

O que fazer em Manaus: pontos turísticos, passeios e experiências essenciais

O que fazer em Manaus: pontos turísticos, passeios e experiências essenciais
11 abr 2016
Atualizado em: 27/10/2017

Não existe lugar como Manaus. A cidade de mais de dois milhões de habitantes é o lugar perfeito para tomar um banho de Amazônia em toda a sua riqueza natural , cultural e histórica. O mais bacana é que tudo está muito perto. Em uma única viagem, dá para conhecer um pouco da cidade, da floresta, dos grandes rios e compartilhar um jeito de viver que só existe na Amazônia.

Nesta viagem não fiquei em hotel de selva, mas ela esteve presente o tempo inteiro nos passeios, pontos turísticos, na comida e no dia-a-dia de Manaus. Esta é uma seleção das melhores experiências que tive na cidade.

1 – Passear pela história do Teatro Amazonas

Teatro Amazonas - Manaus

Visitar o Teatro Amazonas é como entrar numa versão tropical da belle époque. Inaugurado em 1896, ele era o centro de um mundo de riquezas, arte e glamour sustentado pela borracha que o mundo vinha buscar na floresta amazônica. As referências da cultura europeia se misturam com as paisagens brasileiras numa exuberância de detalhes em mármore, madeira, cristal e ouro única no mundo.

Hoje o o Teatro Amazonas não é apenas um museu. Tem também uma programação permanente com festivais de de teatro, música, dança e ópera.

Endereço: Largo de São Sebastião
Visitação: Segunda a sábado das 09h às 17h. As visitas guiadas ocorrem a cada meia hora e custam R$20,00.

2 – Passar um fim de tarde no Largo de São Sebastião

O que fazer em Manaus à noite

A imponência do Teatro Amazonas quase esconde as outras atrações da praça como a Igreja de São Sebastião e o Palácio da Justiça. Mas o melhor a fazer no Largo de São Sebastião é simplesmente passear. Entrar nas pequenas galerias, tomar um sorvete na Sorveteria Glacial ou um café com doces portugueses na Confeitaria do Largo ( tem ar condicionado!). A Galeria Amazônica vende artesanato produzido por tribos que ainda vivem no interior da floresta.

Quando começa a refrescar, lá pelas cinco da tarde, chegam os artistas de rua e o Tacacá da Gisela começa a servir a famosa sopa da Amazônia. O restaurante Tambaqui de Banda serve bons peixes e o Bar do Armando garante a cervejinha até mais tarde. Veja como é se hospedar em frente ao Largo.

Onde ficar em Manaus: ficar no centro vale a pena?

3 – Fazer o passeio do Encontro das Águas ( e ver o que há depois dele)

Passeio do Encontro das Águas 1

 

O lugar exato onde as águas pretas do Rio Negro encontram o barrento Rio Solimões,a menos de uma hora de barco da cidade, não é só uma atração imperdível. É também a maior encruzilhada fluvial da Amazônia, onde você cruza com navios gigantes levando suprimentos para a Zona Franca, barcos com cargas, mantimentos e pessoas.

O passeio se completa com a volta de canoa pelos igarapés e a visita ao Parque Janauary, um santuário de macacos, jacarés e vitórias régias.

Como ir ao Encontro das Águas: Viajamos pela Amazon Explores. O pacote dura o dia todo e incluiu o transporte de ida e volta do hotel até o porto, a visita ao Parque Janauari, o almoço em um restaurante flutuante e o percurso de canoa pelos igarapés.

 

4 – Conhecer o peixe-boi no Bosque da Ciência

Bosque da Ciência em Manaus

Esta ilha verde em meio a um bairro movimentado de Manaus apresenta plantas e animais amazônicos de forma didática, com destaque para o viveiro de jacarés. Mas o que realmente me faria atravessar o trânsito de Manaus de novo é o peixe-boi da Amazônia.

Em nenhum outro lugar da região você vai poder vê-lo tão de perto, dentro de tanques gigantes e transparentes. A maioria foi resgatada por técnicos do Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, que recupera, pesquisa e reproduz a espécie em cativeiro.

O peixe-boi da Amazônia chega a ter 3 metros de comprimento e 450 quilos. Infelizmente, apesar da pesca proibida, este mamífero gigante e com cara de bonzinho continua ameaçado pela caça e a destruição de seu ambiente.

Endereço: Avenida Otávio Cabral, s/n – Aleixo
Visitação: Terça a sexta-feira, das 09h às 12h e das 14h às 16h. Sábados, domingos e feriados das 09h às 16h.
A entrada custa cinco reais. Crianças de até 10 anos e idosos não pagam.

5 – Conhecer o zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS

Zoológico de Manaus

Manter animais em zoológicos é algo polêmico hoje em dia e eu mesma tenho minhas restrições. Mas resolvemos visitar o de Manaus por conta da especificidade dele. O zoológico funciona dentro da área de treinamento dos militares, uma das melhores unidades de combate em selva no mundo. Muitos dos animais mantidos pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) foram resgatados durante as missões. O destaque é o viveiro de onças, mas o zoológico mantém também macacos, aves, antas, cobras gigante e outros animais da floresta, alguns em processo de extinção.

Endereço: Estrada da Ponta Negra, 750 – São Jorge
Horário de visitação: De terça a domingo, das 09h às 16h30. Cuidado com o horário, o CIGS fecha sem muito aviso. As quatro e meia da tarde, demos de cara com o portão de saída fechado e tivemos que recorrer aos soldados para sair do zoológico.

6 – Fazer um passeio a pé pelo centro de Manaus

Palacete Provincial

Palacete Provincial

Os principais edifícios históricos, todos do período da borracha, estão concentradas entre o Teatro e o Porto de Manaus, uma distância curta que pode ser percorrida a pé. É uma região de tráfego intenso e muitos vendedores ambulantes, principalmente em volta do porto. Mas vale a pena conhecer o belo Palacete Provincial, o Palácio Rio Negro e o Mercado Adolfo Lisboa.

Depois de uma grande reforma, o Palacete Provincial recuperou a beleza escondida durante os 100 anos que serviu como quartel da Polícia Militar. Hoje abriga um centro cultural climatizado ( ufa!), com café, seis museus, ateliê de restauração e o piso de pau-amarelo e acapu sempre brilhando
Horário: Terça e quarta: das 09 às 17h. Quintas, sextas e sábados: das 09 às 19h. Domingos: das 16h às 20

Mercado Adolfo Lisboa e Palacete Rio Negro

Mercado Adolfo Lisboa e Palacete Rio Negro

O Centro Cultural Palácio Rio Negro foi residência de um rico comerciante da borracha e mantém até hoje belos jardins com esculturas clássicas.
Horário: Terça a sexta-feira: das 10h às 16h. Domingos: das 17h às 20h.

Com estrutura em ferro em estilo art nouveau, o Mercado Adolfo Lisboa foi construído à imagem e semelhança de um antigo mercado francês. É um bom lugar para comprar ou conhecer os peixes mais famosos do Amazonas. As bancas de temperos, artesanato e restaurantes ocupam o prédio histórico ao lado, também recém-reformado. Dá pra comer lá mas o ambiente não é climatizado

7 – Experimentar a comida típica de Manaus

Comida típica de Manaus I

Comer em Manaus é uma experiência inesquecível. Peixes como o pirarucu, o tucunaré, o matrinxã e o imbatível (pelo menos pra mim) tambaqui estão no topo da lista de delícias.

Não deixe de provar o X- Caboclinho, o sanduiche mais popular da cidade feito com fatias e tucumã e queijo coalho. E também os doces, sorvetes e sucos de frutas regionais como o cupuaçu e o taperebá. O tocacá, sopa preparada com amido de mandioca, camarão, tucupi e jambu é outro clássico. Sem falar no guaraná , o creme de açaí… Para mergulhar ainda mais no modo de comer amazonense, comece o dia em um Café Regional. Conto mais sobre o que e onde comer em Manaus neste post:

-> O que (e onde) comer em Manaus com o sabor da Amazônia

8 – Entender o Ciclo da Borracha no Museu do Seringal Vila Paraíso

Museu do Seringal

Um dos museus mais interessantes do país em minha opinião. Um banho de imersão na vida no Amazonas no auge do Ciclo da Borracha.

Pra começar, você chega de barco junto com os ribeirinhos. Depois, percorre todos os ambientes de um seringal de verdade: a casa do seringalista, o armazém, os alojamentos dos trabalhadores. Conhece também o processo de produção da farinha e vê a seiva escorrer da seringueira. O museu foi construído como cenário do filme “ A Selva”, inspirado no livro de um português que viveu na Amazônia no início do século XX.

-> Manaus: O Museu do Seringal Vila Paraíso

Como chegar ao Museu do Seringal Vila Paraíso
É preciso pegar um barco de linha na Marina do Davi, a um quilômetro do Hotel Tropical, na Ponta Negra. A passagem custa R$9,00.
Visitação: terça a domingo, das 08h às 16h. Taxa: R$5,00 por pessoa

9 – Dançar o yupari com os índios Dessana

Reserva do Tupé

O ritual indígena na Reserva Sustentável do Tupé é o mais perto que você pode chegar da cultura indígena autêntica na capital do Amazonas.

O pajé Raimundo e seu grupo vieram de São Gabriel da Cachoeira, há 800 quilômetros de Manaus. Construíram uma grande oca nas margens do Rio Negro e resgataram antigos rituais, com flautas e ritmos tradicionais dos índios dessana. Além de assistir, você também pode ensaiar uns passos na roda do yupari.
Serviço:
A maioria das agências leva turistas de barco até a reserva. Vale a pena incluir a visita em um pacote com outros passeios .
É possível também ir de barco a partir da Marina do Davi. Informe-se antes sobre os horários de saída. Fone: (92) 3658 6159
Manaus| Ritual Indígena na Reserva do Tupé

10- Terminar o dia ( ou começar a noite) na Ponta Negra

Ponta Negra - Manaus

A melhor praia urbana de Manaus fica numa área nobre, cercada por hotéis e prédios de luxo. Recuperada há pouco tempo, a Ponta Negra virou cartão postal e hoje tem espaço para todos. Nos finais de tarde, os manauaras ocupam o calçadão bem arborizado e as excelentes quadras de areia. A bola rola solta nas areias brancas e limpas. Muitos arriscam um banho de rio. Quiosques e bares vendem açaí na tigela, sorvetes e petiscos.

Hora de relaxar e aproveitar o frescor depois de um dia cheio. E ver o dia terminar calmamente diante das águas do Rio Negro.
Serviço:
A região revitalizada fica a 13km do centro mas chegar lá de carro em horário de trânsito intenso pode levar mais de meia hora. A maioria dos bares e quiosques só abre no final da tarde

FOTOS: Cassiana Pizaia

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por Cassiana Pizaia
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comentários

  1. Sidney
    03 nov 2016

    Parabéns pelo belo texto que fez apresentando aminha cidade querida. Espero que tenha sido pra você uma bela experiência de viagem. E o calor que você deve ter tanto sentido, nós costumamos dizer aqui que é humano. Gostamos de receber com carinho quem nos visita. Aproveito também para fazer uma correção sobre a parte que fala do escritor de “A Selva” pois o correto é que Ferreira de Castro era português. Por sinal valeria a pena dar uma olhada no filme que tem em seu elenco a sempre bela Maitê Proença. No mais, vou deixando um caloroso abraço daqui de Manaus.

    • Cassiana Pizaia
      11 nov 2016

      Obrigada pelo retorno e pela correção, Sidney. Abraço pra você também!

  2. Também temos uma pequena postagem sobre Manaus. Mas você em 10 tópicos se superou, parabéns por retratar as belezas e a cultura histórica sobre Manaus!!

    • Cassiana Pizaia
      01 dez 2017

      Obrigada, Luis. Abraço!

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